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Por que este documento? Ele apresenta muitas singularidades em relação aos anteriores docu mentos sociais. Comecemos do óbvio: não é uma Encíclica. É uma Carta Apostólica endereçada ao Cardeal Maurice Roy, Presidente da Comissão Pontifícia Justiça e Paz e do Pontifício Conselho dos Leigos. A abordagem que ela faz da realidade é de caráter mais sociológico que propriamente doutrinal. Toma como variável analítica um aspecto caro à sociologia: a passagem do rural para o urbano, com todas as implicações que isso traz para as relações sociais. Sua aproximação é indutiva enquanto parte do dado para se chegar aos princípios em forma de um forte chamamento do cristão a transformar a realidade. Não foi nossa intenção trabaIhar a Carta toda. Nos detivemos em um aspecto particular: "empenho sociopolítico dos cristãos", tomando alguns números em consideração, mas sempre levando em conta o contexto total da Carta. Nossa leitura e pesquisa não foram avalutativas, mas a partir de um ponto de vista e condicionada por certos valores que para nós são importantes: empenho pela justiça, libertação, Igreja "encarnada" e ação política.
| Sobre o Autor | Antonio Aparecido Alves é Padre na Diocese de São José dos Campos (SP). Bacharel em Teologia pela PUC do Rio de Janeiro, fez a 'Licenza' em Ciências Sociais com especialização em Doutrina Social da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). É Professor em Institutos de Filosofia e Teologia, Pároco e Coordenador da Comissão para o Serviço e a Ação Social de sua Diocese. |









