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Estamos todos num processo, não sabendo para onde vamos, embora saibamos que vamos para um fim. As civilizações se sucedem, cada qual com suas notas distintivas, pacíficas umas ou polêmicas outras. Somente não sabemos quando, finalmente, teremos paz, até o último crepúsculo que alonga as nossas sombras, para, afinal, as cobrir com o manto do grande nada, a nota decisiva de nossa passagem pela Terra, cumprindo nossa vocação, já para o bem, já para o mal, que esse é o nosso destino. O Senhor deve guardar a Cidade, para sermos, ao menos, felizes na condição em que nos encontramos. Sabemos que "O Senhor reinará na eternidade e além da eternidade" (Êxodo, 15-18). É o nosso consolo, neste mundo de tremendas desilusões.
| Sobre o Autor | João de Scantimburgo é jornalista. Foi diretor dos Diários Associados (Diário da Noite e Diário de S. Paulo) em São Paulo; do Correio Paulistano; é diretor do Diário do Comércio, cotidiano econômico-financeiro; do Digesto Econômico, revista bimestral de cultura; da Revista Brasileira da Academia Brasileira de Letras; é diretor secretário da Revista de Filosofia. Foi diretor da FAAP e da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Pertence à Academia Brasileira de Letras, à Academia Paulista de Letras, ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ao Instituto Brasileiro de Filosofia, à Sociedade Brasileira de Filósofos Católicos. à American Catholic Philosophical Association (Washington, D.C.), à International Society for Metaphysics (Washington, D.C.), à Società Tomista Internationale e outras entidades culturais internacionais e nacionais. É culto da filosofia de Maurice Blondel, conhecido como o filósofo da Ação. |









