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Neste livro, os autores da área de Direito, Psicologia e Sociologia buscam uma reorganização conceitual do assédio moral no trabalho, para instrumentar a análise da realidade concreta.
A expressão assédio moral tem sido utilizada de maneira generalizada, tanto para descrever situações coincidentes com um processo contínuo e sistemático de hostilidades, quanto para nominar qualquer fato “desagradável” no trabalho. A imprecisão conceitual sinaliza uma tendência à banalização do conceito.
A luta pelo respeito aos direitos fundamentais no trabalho evidencia o fenômeno, juntamente com a conscientização promovida pela ampla divulgação da temática nos meios de comunicação e movimento sindical. Mas é necessário precisar o conceito. Se tudo aparece como assédio moral no Judiciário Trabalhista, de modo cada vez mais frequente, a tendência natural é o aumento das exigências probatórias para sua caracterização, deixando-se sem tutela e reparação as demandas legítimas. Nessa delimitação conceitual, são abordadas situações de violência no trabalho distintas do assédio, como as agressões pontuais, os conflitos e o estresse no trabalho.
A obra também se propõe a diferenciar o assédio moral interpessoal, ou aquele que tem sido comumente chamado de assédio moral, do organizacional, que representa a manifestação coletiva do assédio, ou sua utilização como estratégia de gestão, também presente em nossa realidade laboral.
É um convite à reflexão e ao debate.
A expressão assédio moral tem sido utilizada de maneira generalizada, tanto para descrever situações coincidentes com um processo contínuo e sistemático de hostilidades, quanto para nominar qualquer fato “desagradável” no trabalho. A imprecisão conceitual sinaliza uma tendência à banalização do conceito.
A luta pelo respeito aos direitos fundamentais no trabalho evidencia o fenômeno, juntamente com a conscientização promovida pela ampla divulgação da temática nos meios de comunicação e movimento sindical. Mas é necessário precisar o conceito. Se tudo aparece como assédio moral no Judiciário Trabalhista, de modo cada vez mais frequente, a tendência natural é o aumento das exigências probatórias para sua caracterização, deixando-se sem tutela e reparação as demandas legítimas. Nessa delimitação conceitual, são abordadas situações de violência no trabalho distintas do assédio, como as agressões pontuais, os conflitos e o estresse no trabalho.
A obra também se propõe a diferenciar o assédio moral interpessoal, ou aquele que tem sido comumente chamado de assédio moral, do organizacional, que representa a manifestação coletiva do assédio, ou sua utilização como estratégia de gestão, também presente em nossa realidade laboral.
É um convite à reflexão e ao debate.
| Sobre o Autor | Colaboradores: Adriane Reis de Araujo - Procuradora Regional do Trabalho em Brasília. Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC/SP. Doutoranda em Direito do Trabalho pela Universidade Complutense de Madrid. André Davi Eberle - Bacharelado e licenciatura em Psicologia pela UFPR (2004-2008). Experiência em consultoria organizacional e no atendimento de casos de assédio moral (Delegacia Regional do Trabalho - PR, 2006-2007). E-mail: andre-psicologia@hotmail.com Débora Miriam Raab Glina - Psicóloga do Serviço de Saúde Ocupacional - HC - FMUSP e pesquisadora do Laboratório de Investigações Médicas (LIM-40), HC-FMUSP. Professora colaboradora da FMUSP. Especialista em Ergonomia em Engenharia de Produção pela POLI-USP. Doutora em Psicologia Social pela PUC-SP. Lis Andrea Pereira Soboll - Bacharel e Licenciada em Psicologia. Professora de Programa de Mestrado en Organização e Desenvolvimento da FAE - Centro Universitário. Professora adjunta substituta na UFPR (2007-2008) e professora em cursos de pós-graduação. Consultora organizacional. Especialista em Psicologia do Trabalho pela UFPR. Mestre em Administração pela UFPR. Doutora em Medicina Preventiva pela FMUSP. E-mail: lisdrea@uol.com.br Lys Esther Rocha - Médica. Docente da FM-USP. Docente da FM da Fundação ABC. Especialista em Ergonomia em Engenharia de Produção pela POLI-USP. Doutora em Medicina Preventiva pela FMUSP. Luciano Augusto de Toledo Coelho - Juiz do Trabalho na 9ª Região - Paraná. Mestre em Direito pela PUC-Paraná. Bacharel em Psicologia. Mariana Schatzmam - Bacharel e Licenciada em História. Mestre em Sociologia pela UFPR e Professora de História do Colégio Militar de Curitiba. Maria Virgínia Filomena Cremasco - Doutora em Saúde Mental (Unicamp/2002). Professora no Departamento de Psicologia da UFPR, Coordenadora do Núcleo de Estudos do Desenvolvimento Humano - NEDHU - UFPR. Membro da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental. E-mail: mv.cremasco@terra.com.br Ricardo Tadeu Marques da Fonseca - Procurador Regional do Trabalho na 9ª Região - Paraná. Especialista e Mestre em Direito pela USP. Doutor em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Thereza Cristina Gosdal - Procuradora do Trabalho na 9ª Região - Paraná. Mestre e Doutora em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais. |











